quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pesadelos de Pancho

Dei de ter pesadelos. E agora? Sufoco. Por natureza, sou meio insone. Às vezes, chego a ficar 13, 14 minutos inteiros acordado. Num dia todo, isso chega a somar três ou quatro horas de vigília.

Agora, quando durmo, ainda me vem um pesadelo. É banho que vem. É falta de poetiscão no mercado. Essas coisas.

Faço o que posso. Gemo, resmungo. E aí vem a cavalaria. Que, no caso, é o Ro. Ou a Ro. Me acordam e passa a aflição.

Quer dizer: a primeira aflição. Que depois vem a segunda, dormir de novo. Às vezes pode demorar vários segundos. Ô, situação!

Hora do banho

A primeira vez que o Ro me viu foi na foto ao lado, tomando banho calmamente. Notem a minha carinha de satisfação e a facilidade com que a pessoa que está me dando banho me segura.

Hehehehe. Enganei todo mundo. Eu não gosto de banho. Choro, me sacudo, arranho as paredes para fugir desse tormento. O que você vê na foto é, na realidade, alguém me sufocando já que, sem ar, não consigo manter minha luta pela sujeira.

Mas, vamos falar sério? Banho pra quê? Passo dias compondo esse dor tão característico dos Panchos e daí, quando finalmente atinjo o patamar de perfume que gosto, pronto! Lá vão eles me dar banho.

Graças aos meus ímpetos de liberdade na hora do banho ganhei até uma banheirinha. Acham que, se eu estiver mergulhado na água quente, vou ficar quietinho. Que nada. Escrevam aí: EU NÃO GOSTO DE ÁGUA! Então é óbvio que ficar mergulhado nela é a personificação dos meus piores pesadelos.

Então vamos combinar: nada de banho no Pancho, certo? (Não custa nada tentar, né?)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cão irônico


Eu, apesar de ser Pancho, no horóscopo chinês, sou ovelha.

Não é engraçado?
Obs: na foto, meu amigo Frodo.

A falta que me faz um polegar opositor


Um dos grandes avanços do Homem em relação aos Panchos é a presença do polegar opositor. Tem gente que pensa que é a inteligência, a capacidade de ser criativo ou até mesmo a habilidade para inventar coisas. Mais não é. O polegar opositor é que marca a diferença entre nós.

Sem ele não posso, por exemplo, pegar mais de uma coisa ao mesmo tempo. E tenho que pegar tudo com a boca o que, convenhamos, tem suas desvantagens. Como, por exemplo, quando tenho que pegar os sapatos do Ro. Argh, não quero nem pensar.

Ou quando o xixi escapa da fraldinha e tenho que puxar as coisas para colocar em cima para os Rôs não verem. Acaba que espalho mais a coisa toda do que arrumo.

As vezes uso as patinhas para segurar um ossinho, um petiscão enquanto estou comendo. No entanto, não posso usá-las (as patinhas) quando estou andando, né? Será que devo me tornar bípede?

Humm, essa possibilidade talvez esteja prejudicada pelo meu ferimento de guerra. Sabe? Na grande guerra dos Panchos de 2005 quebrei a patinha e desde então nunca mais fui o mesmo.

A vantagem é que, como tenho carinha de Pancho caído da mudança e ainda tenho uma perninha manca para completar, ninguém resiste ao meu charme.

Talvez a perninha seja uma forma de compensar a ausência do polegar opositor. Porque, como ficam com pena de mim, acabam pegando tudo (ou quase tudo) que quero.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Currículo de um Pancho


Dados Pessoais:
Pancho Eugênio Carlos Galindo de Freitas
Rua xxxx, xx
Telefone: xxxx-xxxx
Idade: 12 anos
Estado Civil: solteiro
e-mail: pancho.eugeniocarlos@gmail.com

Objetivo:
CPO - Chief Pancho Officer

Formação:
Bacharelado em Publicidade e Propaganda - UFPR
Curso Técnico em Design - Opet

Idiomas:
Espanhol - avançado
Português - avançado
Inglês - básico
Panchês - fluente

Informática:
Windows
Word
Excel
Esse programa que a gente usa pra atualizar o blog.

Outros Cursos:
Cultura e política latino-pancheana.
Oratória
Marketing para Panchos

Experiência Profissional:
Ro&Ro - Gerente de Apartamento - desde 2006
Atividades:
- manter as cobertas quentes
- organizar os pertences
- gerenciar a agenda da casa

Governo Fidel Castro - revolucionário - 2005 a 2006
Atividades:
- divulgação de boatos sobre a saúde do comandante
- manter a revolução viva

Ai minha Santa Filermina

Eu tenho uma tática. Toda vez que a Rô vai dormir, subo na cama e, na primeira oportunidade, me enfio debaixo das cobertas e vou rapidinho para os pés, bem longe da cabeceira.

Porém, ontem, apesar de aplicar minhas táticas de capivara, fui resgatado das profundezas das cobertas e trazido de volta para a cabeceira. Daí, já sabe, né? É uma afofação só.

Então resolvi partir para a ignorância. Primeiro liguei o ronronador, aquele órgão que fica na garganta e que emite um barulhinho fofo de descontentamento. Não deu certo.

Parti para o plano B: esconder a cebcinha entre as patinhas. Quem sabe assim eles achavam que eu tinha fugido, né? Não adiantou nada.

Cheguei no plano C: fazer aquela cara que faço quando resolvo sair correndo pela casa fazendo xixi. Vitória. Me largaram rapidinho. Hehehe.

A tática do xixi nunca falha. Mesmo que, na realidade, eu nunca tenha tido a intenção de ir em frente com o plano. Afinal, um xixi na cama significa ser banido do quarto.

E sou Pancho, mas não sou burro, né?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

El Perro Célebre



O que é popularidade? Um cão como eu, que é reconhecido nas ruas, abraçado pelos vizinhos, beijado por todo mundo sabe muito bem o peso de ser famoso.


Claro que isso tem um lado bom. Sempre ganho muito petiscão por aí e um ocasional pedacinho de carne. Mas também tem as responsabilidades que acompanham a celebridade. É preciso ser um exemplo para os outros Panchos.


O importante é dar muita atenção e lambidas nos fãs e tentar responder rápido todos os emails que recebo. Mas, claro, nada que prejudique a minha soneca diária.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Eu também estudo

Olá!

Fiquei uns dias fora do ar, mas já estou de volta, queridos leitores. É que fim de semana é dia de visitar meu amigo Frodo e todo o resto da família. Então deixo de lado a tecnologia para passar um tempo com eles.

Mas, agora que voltei para casa, tenho que voltar a me dedicar ao estudo. É que ano que vem eu terei que fazer o ENEP - Exame Nacional de Ensino de Panchos. E tenho que estar preparado. Sabe como é, não é fácil educar um Pancho.

Toda vez que o Ro e a Ro saem mergulho nos livros. Tenho que ter na ponta da língua a História dos Panchos e nossa matemática (um petiscão mais um pesticão igual a dois pesticões e uma barriga cheia).

Ontem abri mão do estudo para ir no tal Parcão. Tinha vários cachorros lá. Muitos dos quais nem fizeram o ENEP ainda. Um deles, sem cerimônia, insistiu e me dar uma cheirada nas minhas vergonhas. Fiquei um pouco ressabiado, mas sei que isso faz parte da cultura dos cães que não são panchos.

Não gostei muito do passeio. Sabe como é, sou muito seletivo com quem eu deixo cheirar meu bumbum, então não gostei da liberdade do lugar. Era uma vergonha mesmo. Todo mundo cheirando todo mundo. Mas daí a Ro me levou num lugar mais reservado e pude cheirar minhas graminhas em paz.

Até a próxima, amigos.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Mistérios de Pancho


Muito gente fica curiosa em saber o que eu faço o dia todo, no apartamento, enquanto o Ro e a Ro não chegam em casa. O Ro, inclusive, já cogitou instalar câmeras para me vigiar. Bem, um Pancho tem muitas atividades durante o dia.

Sempre que posso, dedico um tempinho para o livro que estou escrevendo: O Caminho dos Pestiscões, sobre a minha vida. Também aproveito para praticar esportes. E, as vezes, faço algumas instalações conceituais com papel higiênico, pedaços de livros e outros achados. Algo que traduza um pouco minha idéia do conceito de vida, do vazio humano e tudo mais.

O Ro e a Ro não gostam muito da minha veia artística. Em geral, eles desmontam a instalação sem apreciar a beleza conceitual que há nela. Coisa de humano com pouca visão de mundo.

Apesar desse desrespeito para com as Artes Plásticas, gosto muito dos dois e, sempre que posso, gasto um tempinho do meu dia deixando a cama quente para que, quando eles chegarem, não tenham que deitar num cobertor frio.

E, por fim, aproveito o dia para assistir televisão (se bem que, no mid-season, não tem nada de bom passando) e para dormir um pouquinho, que ninguém é de ferro.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pancho, el perro esportista



Como todos sabem, tive a honra de participar dos Jogos Panchoamericanos este ano e foi uma experiência muito boa. Como representante dos Panchos Brasileiros, me destaquei na soneca de longa duração e no arremesso de ração à distância.




Nos Jogos Panchoamericanos também tive a oportunidade de conhecer Panchos de outros cantos de nosso continente e novas culturas pancheanas. E descobri que não é fácil ser Pancho nesse continente. Nem todo mundo tem uma família que pode suprir as necessidades básicas de um Pancho: ossinho, fraldinha, pestiscão e comida.

Cão insone

Tarde da noite e eu estou com sono. Consegui dormir apenas 14 horas ontem e estava cansado. Mas me deixam dormir? Não. Ficam me amassanda, me afofando. É uma loucura. ´

Quando dão uma brecha, eu corro pra baixo da coberta e me enrolo bem enroladinho pra dormir. Mas volta e meia me tiram de lá para me abraçar, afofar e começa tudo de novo.

Até entendo que, como sou muito fofo, seja assim tão demandando na área da fofura. Querem fazer carinho nas minhas orelhinhas aveludadas, e cócegas na minha barriguinha cor de rosa (coisa de filhote, né?). Mas tudo tem limite. Como são um cão insone, com sérios problemas para conseguir dormir, é uma crueldade ficar me acordando assim.

Pancho, el perro ligado


Eu sou o Pancho. Pancho Eugênio Carlos. Um cachorro à frente do seu tempo. Depois de lutar pela igualdade canina e pela divisão igualitária de petiscos, aqui estou eu, estreando na internet.

De computadores entendo pouco. Mas sei que posso usar isso aqui para disseminar minhas idéias a respeito da panchice atual, a economia, petiscos e outros temas relevantes.

Agora terei que encaixar na minha atribulada agenda um tempinho para escrever aqui. Ainda bem que a ausência de polegares opositores não prejudicam meu desempenho no teclado.

Bem, já falei muito e já está na hora da minha soneca. Até breve!